terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Procurando Nemo




Olá,

Quem teve a oportunidade de assistir a essa bela produção Disney/Pixar e teve neurônios suficientes para perceber a moral da história, vai entender esta postagem.
Ao perceber que sua esposa morreu e que, das mutíssimas ovas de peixe que ela havia posto só sobrou uma, Marlin, o papai peixe-palhaço superprotege o filhote (Nemo), prometendo que nada iria acontecer com ele. Avançando no filme, ele conhece Dory, um simpático peixe-fêmea com problema de memória, que comenta com Marlin que acha estranho esse tipo de promessa, porque: se não quer que NADA aconteça com seu filho, NADA vai acontecer com ele...
Meu mano de coração postou no blog dele um texto sobre maturidade que me fez refletir e que me motivou a escrever. Hoje, olhando para trás, percebo a enormidade de percalços pelos quais já passei e tenho a consciência de que não será diferente daqui para frente. Me orgulho do que fiz, perdoo as minhas próprias falhas, comemoro minhas conquistas, e sigo meu caminho. Uma das coisas que muda com a maturidade é a capacidade de sofrer menos (ou não sofrer). Outra coisa é a capacidade de prever situações desagradáveis, que não estão diretamente alinhadas com o que queremos, e poder evitá-las pois, pela experiência que os anos trazem, podemos saber que as consequências serão igualmente ruins, é o poder de decisão que o "kit maturidade" nos traz.
Sei que é utópica a situação proposta pelo pai do Nemo de querer "protegê-lo" do mundo já que, na verdade, ele estaria privando-o de situações de crescimento – e nem todas elas têm piso de porcelanato, ar condicionado, vista para o mar, poço artesiano, mordomo e garagem para 3 carros. Comentei no blog do Antônio que aprender dói, mas vale a pena!
Eu é que não quero para mim uma "quase" vida. Prefiro que venha na íntegra, sujeita inclusive a intemperismo extremo, mas que permita que eu deixe também minha assinatura por onde eu passe. Que venham os leões!

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

2010 re(in)trospectiva

Olá!



Não sou dado a esse tipo de coisa, de reconstruir os fatos ocorridos durante o ano, porque me parece uma tentativa frustrada de tentar sentir novamente o que foi bom e arrumar o que já apodreceu...
Mas este ano de 2010 merece, no mínimo, algumas referências à avalanche de coisas que me aconteceram. Estou acostumado ao fato de que os acontecimentos na minha vida vêm em torrentes. É como se os acontecimentos fossem pessoas que decidiram ir, todas juntas, ao mesmo local. Podemos entender o local como sendo a minha vida.
Pois vamos aos fatos:

Pedi licença do banco.
Assumi a supervisão na escola.
Voltei a dar aula de Música.
Passei um final de semana em Montevidéu.
Voltei a nadar.
Terminei uma especialização.
Fui padrinho de casamento de uma colega.
Comprei um apartamento na planta.
Participei de um show no Free Riders.
Comecei outra especialização.
Troquei de carro.
Comecei outra especialização (não, não digitei duas vezes por engano... o maluco aqui está cursando 2 pós simultaneamente).
Produzimos o Baile dos 20 anos do Coro.
Fui visitar parentes em São Lourenço do Sul.
Produzimos o Concerto de 20 anos do Coro.
Fui avaliador da Mostratec (pelo 4° ano consecutivo).
Participei de um Seminário de Pós-Graduação.
Viajamos como o Coro para La Plata e Buenos Aires.

Considerem tudo isso acontecendo paralelamente a uma agenda de 50h de trabalho semanal.
Acho que tá bom, né?

Fiquei muito feliz com tudo isso, mas também fiquei beeeeem cansado.
Aliás, vou tirar um cochilo. Até a próxima.
Deixo, de antemão, registrados os meus votos de FELIZ 2011 para todos!

Um grande abraço!

domingo, 21 de novembro de 2010

A idade e a mudança

Olá...

Às vésperas de completar 3 décadas de existência, senti necessidade de voltar a postar.
Não prometo que vai ser com frequência, mas vou estou de volta à blogoesfera! Recebi esse texto por e-mail essa semana e achei que poderia dividi-lo com vocês.

Um grande abraço!
















A idade e a mudança

[Lya Luft]

Mês passado participei de um evento sobre as mulheres no mundo contemporâneo. Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres de todas as raças, credos e idades.
E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi.
Foi um momento inesquecível... A platéia inteira fez um 'oooohh' de descrédito. Aí fiquei pensando: "pô, estou neste auditório há quase uma hora exibindo minha inteligência, e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho? Onde é que nós estamos?"
Onde não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado "juventude eterna". Estão todos em busca da reversão do tempo. Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas.
Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas mesmo em idade avançada. A fonte da juventude chama-se "mudança". De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da hora. A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas. Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos. Mudança, o que vem a ser tal coisa?
Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou a vida toda para um bem menorzinho. Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, rejuvenesceu.
Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos. Rejuvenesceu.
Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol. Rejuvenesceu.
Toda mudança cobra um alto preço emocional. Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza. Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face.
Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna. Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho.
Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar. Olhe-se no espelho...

sábado, 24 de janeiro de 2009

Relacionamentos

Antes de mais nada, feliz 2009!

Estive bastante ocupado com trabalho e projetos nos últimos meses, mas prometo a mim mesmo e a vocês estar um pouco mais presente na blogoesfera em 2009.

E, inaugurando 2009, deixo a vocês uma crônica do Arnaldo Jabor. Como todos sabem, ele não agrada a todos e às vezes também não me agrada, mas, nesse caso específico, gostei muito do que ele escreveu.

Abraço de urso e boa leitura!



Relacionamentos
[Arnaldo Jabor]

Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:
- 'Ah, terminei o namoro... '
- 'Nossa, quanto tempo?'
- 'Cinco anos... Mas não deu certo... Acabou'
- É não deu...?
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se
somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo,
como cobrar cem por cento do outro? E não temos esta coisa completa.
Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.
Tudo nós não temos.
Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que
é uma delícia.E às vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...
Acho que o beijo é importante... E se o beijo bate... se joga...
Se não bate... Mais um Martini, por favor... E vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não lute, não ligue, não dê piti.
Se a pessoa ta com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a
pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro,
recessão de família?
O legal é alguém que está com você por você.
E vice versa.
Não fique com alguém por dó também.
Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu
pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói.
Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração.
Faz parte. Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo.
E nem sempre as coisas saem como você quer...
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem todo sexo bom é para namorar.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.
Enfim... Quem disse que ser adulto é fácil?

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Mais uma reflexão...

Olá!

Em tempos de reclamar de tudo, este texto serve como um lembrete de que temos tudo o que precisamos e que podemos fazer muuuuuito mais...

Grande abraço a todos e bom findi!



O velho mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse.
- Qual é o gosto? - perguntou o mestre.
- Ruim - disse o aprendiz.

O mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago.
Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago.
Então o velho disse:
- Beba um pouco dessa água. Enquanto a água corria do queixo do jovem o mestre perguntou:
- Qual é o gosto?
- Bom! disse o rapaz.
- Você sente o gosto do sal? - perguntou o mestre.
- Não - disse o jovem.

O mestre então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:
- A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta. É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu.

Em outras palavras:
É deixar de ser copo para tornar-se um lago.

(Pensamento Zen-Budista)

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Quem dobrou teu pára-quedas?

Repassando um texto que recebi por e-mail.
Vale a pena ser lido, apesar de manjado.

Boa semana a todos!



Charles Plumb era piloto de um bombardeiro na guerra do Vietnã. Depois de muitas missões de combate, seu avião foi derrubado por um míssil. Plumb saltou de pára-quedas, foi capturado e passou seis anos numa prisão norte - vietnamita. Ao retornar aos Estados Unidos, passou a dar palestras relatando sua odisséia e o que aprendera na prisão.

Certo dia, num restaurante, foi saudado por um homem:
- "Olá, você é Charles Plumb, era piloto no Vietnã e foi derrubado, não é mesmo?"
- "Sim, como sabe?", perguntou Plumb.
- "Era eu quem dobrava o seu pára-quedas. Parece que funcionou bem, não é verdade?"

Plumb quase se afogou de surpresa e com muita gratidão respondeu: - "Claro que funcionou, caso contrário eu não estaria aqui hoje."

Ao ficar sozinho naquela noite, Plumb não conseguia dormir, pensando e perguntando-se: - "Quantas vezes vi esse homem no porta-aviões e nunca lhe disse Bom Dia? Eu era um piloto arrogante e ele um simples marinheiro."

Pensou também nas horas que o marinheiro passou humildemente no barco enrolando os fios de seda de vários pára-quedas, tendo em suas mãos a vida de alguém que não conhecia.

Agora, Plumb inicia suas palestras perguntando à sua platéia: - "Quem dobrou teu pára-quedas hoje?".

Todos temos alguém cujo trabalho é importante para que possamos seguir adiante. Precisamos de muitos pára-quedas durante o dia: um físico, um emocional, um mental e até um espiritual. Às vezes, nos desafios que a vida nos apresenta diariamente, perdemos de vista o que é verdadeiramente importante e as pessoas que nos salvam no momento oportuno sem que lhes tenhamos pedido. Deixamos de saudar, de agradecer, de felicitar alguém, ou ainda simplesmente de dizer algo amável. Hoje, esta semana, este ano, cada dia, procura dar-te conta de quem prepara teu pára-quedas, e agradece-lhe. Ainda que não tenhas nada de importante a dizer, envia esta mensagem a quem fez isto alguma vez. E manda-a também aos que não o fizeram.

As pessoas ao teu redor notarão esse gesto, e te retribuirão preparando teu pára-quedas com esse mesmo afeto. Todos precisamos uns dos outros, por isso, mostra-lhes tua gratidão. Às vezes as coisas mais importantes da vida dependem apenas de ações simples. Só um telefonema, um sorriso, um agradecimento, um Gosto de Você, um parabéns... Simplesmente você é 10!

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Oie....

Apenas para quebrar o jejum de postar e mentalizar coisas boas...



Para obter algo que você nunca teve, precisa fazer algo que nunca fez.
Quando Deus tira algo de você, Ele não está punindo-o, mas apenas abrindo suas mãos para receber algo melhor.
A Vontade de Deus nunca irá levá-lo aonde a Graça de Deus não possa protegê-lo.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Paradoxo do nosso tempo na história

Olá!

Estou vivo e, só pra ser "variar", cheio de coisas pra fazer.
Bem feito, né? Quem mandou ser tão metido e curioso?
Mas, como diz aquele poema "cada um no seu quadrado..."

Sigo meu caminho e deixo a vocês um texto que já conheço há uns dois anos, mas que pertence à lista de coisas que têm prazo de validade indeterminado...

Incluo minha humilde pessoa no rol das que precisam dedicar mais tempo às relações humanas.
Leiam, é reflexão pura do início ao fim.

Um grande abraço e uma ótima semana!



O Paradoxo do Nosso Tempo na História

("The Paradox of Our Time in History" - George Carl)

O paradoxo do nosso tempo na história é que temos prédios mais altos, mas temperamentos mais curtos; freeways mais largas, mas pontos de vista mais estreitos; gastamos mais, mas temos menos; compramos mais, mas aproveitamos menos.

Temos casas maiores e famílias menores; mais conveniências, mas menos tempo; temos mais graus acadêmicos, mas menos senso; mais conhecimento, mas menos poder de julgamento; mais expertos, mas mais problemas; mais medicina, mas menos bem-estar.

Bebemos demais, fumamos demais, gastamos inconseqüentemente, rimos pouco, dirigimos muito depressa, ficamos bravos muito rapidamente, ficamos acordados até muito tarde, acordamos muito cansados, lemos pouco, assistimos TV demais, e rezamos raramente.

Multiplicamos nossas posses, mas reduzimos nossos valores. Falamos demais, amamos raramente, e odiamos muito freqüentemente. Aprendemos como ganhar a vida, mas não a viver; adicionamos anos à vida, mas não vida aos anos.

Fomos à lua e voltamos, mas temos dificuldade em atravessar a rua e conhecer o novo vizinho. Conquistamos o espaço lá fora, mas não o aqui de dentro; fazemos coisas maiores, mas não melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma; explodimos o átomo, mas não nosso preconceito.

Escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos. Aprendemos a correr, mas não a esperar; temos maiores rendimentos, mas menos padrão moral; temos mais comida, mas menos apaziguamento; construímos mais computadores para armazenar mais informação para produzir mais cópias do que nunca, mas temos menos comunicação; tivemos avanços em quantidade, mas retrocessos em qualidade.

Esses são tempos de comidas rápidas e digestão lenta; homens altos, de caráter baixo; lucros expressivos, e relacionamentos rasos. Esses são tempos de paz mundial, mas guerra doméstica; mais lazer, mas menos diversão; mais tipos de comida, mas menos nutrição.

Esses são tempos de duas fontes de renda, mas mais divórcios; de casas maravilhosas, mas lares destruídos. Esses são tempos de viagens rápidas, fraldas descartáveis, moralidade irrelevante, “uma só noite”, corpos acima do peso, e pílulas capazes de fazer de tudo, desde alegrar, a acalmar, a matar.

Este é um tempo em que há muito na vitrine e nada no estoque; um tempo onde a tecnologia pode trazer esta carta até você, e um tempo em que você pode escolher entre, fazer a diferença, ou apenas apertar “delete”...

domingo, 20 de julho de 2008

Aos meus amigos!

Embora não conheça a autoria, é um dos mais belos textos sobre este nobre sentimento que eu já li. Dedicado a todos os meus amigos, os de perto, os de longe, os de todo dia e os de de vez em quando.
Sintam-se abraçados pelos meus quase dois metros de envergadura!

Feliz dia do amigo!



"Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto
e a absoluta necessidade que tenho deles. A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade. E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!

Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências... A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade,
não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure.

E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí, e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida. Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, eu oro pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo. Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.

Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer... Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente, os que só desconfiam - ou talvez nunca vão saber - que são meus amigos!

A gente não faz amigos, reconhece-os."

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Letra linda...

Olá!

Para deixá-los a par de algumas coisas que estão dilapidando o meu valiosíssimo tempo...
Lembrando-os de que tenho 3 empregos... isso pos si só justifica muita coisa.
Estou me desligando de um deles, encerro minhas atividades lá no final de julho.
Enquanto esse tempo não chega, estarei com sobrecarga de trabalho, cobrindo ausência de um chefe (que por sorte é um baita amigo) em viagem à Europa.
Meu curso de pós-graduação começa na metade de julho.
Juntando os conceitos relacionados à resistência dos materiais aplicados à psicologia de RESILIÊNCIA (resistência ao impacto) e DUREZA (resistência ao risco), só me resta ser duro e resiliente neste período. Prometo a vocês que sobrevivo!

A música que deixo não tem nada a ver com tempo.
É uma bela música, composta pela junção de uma melodia levíssima com uma letra pra lá de sacana... baixaria poética de primeiríssima qualidade escrita pelos irmãos gaúchos Keiton e Kledir.

Um abraço!



PAIXÃO

[Kleiton e Kledir Ramil]

Amo tua voz e tua cor
E teu jeito de fazer amor
Revirando os olhos e o tapete
Suspirando em falsete
Coisas que eu nem sei contar...

Ser feliz é tudo que se quer
Ah! Esse maldito fecheclair
De repente
A gente rasga a roupa
E uma febre muito louca
Faz o corpo arrepiar...

Depois do terceiro
Ou quarto copo
Tudo que vier eu topo
Tudo que vier, vem bem
Quando bebo perco o juízo
Não me responsabilizo
Nem por mim
Nem por ninguém...

Não quero ficar na tua vida
Como uma paixão mal resolvida
Dessas que a gente tem ciúme
E se encharca de perfume
Faz que tenta se matar...

Vou ficar até o fim do dia
Decorando tua geografia
E essa aventura
Em carne e osso
Deixa marcas no pescoço
Faz a gente levitar...

Tens um não sei que
De paraíso
E o corpo mais preciso
Que o mais lindo dos mortais
Tens uma beleza infinita
E a boca mais bonita
Que a minha já tocou...

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Olá!!!!

Não, não morri.
Também não estou de quarentena por uma doença altamente contagiosa.
Infelizmente ainda não estou de férias curtindo uma viagem.
Nem estive recluso em um templo meditando pela paz mundial.

Estive, ainda estou e continuarei muitíssimo ocupado.
Depois que o cataclisma terminar eu explico tudo.

Por hora saibam que estou vivo.
E sempre na peleja!

Deixo a letra de uma música da banda de rock gaúcha "Cidadão Quem".
Um abraço e bom findi!



O amanhã colorido

[Duca Leindecker]

Olha a luz que brilha de manhã
Saiba quanto tempo estive aqui
Esperando pra te ver sorrir
Pra poder seguir
Lembre que hoje vai ter pôr-do-sol
Esqueça o que falei sobre sair
Corra muito além da escuridão
E corra, corra...

Não desista de quem desistiu
Do amor que move tudo aqui
Jogue bola, cante uma canção
Aperte a minha mão
Quebre o pé, descubra um ideal
Saiba que é preciso amar você
Não esqueça que estarei aqui
E corra, corra...

Azul, vermelho
Pelo espelho a vida vai passar
E o tempo está
No pensamento

Olha a luz que brilha de manhã
Saiba quanto tempo estive aqui
Esperando pra te ver sorrir
Pra poder seguir
Lembre que hoje vai ter pôr-do-sol
Esqueça o que falei sobre sair
Corra muito além da escuridão
E corra, corra...

Azul, vermelho
Pelo espelho a vida vai passar
E o tempo está
No pensamento...

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Pôr-do-sol

Olá!!!

Hoje posto aqui uma música com uma letra meio meditativa... que fala do ócio, da preguiça, do amor, do carinho, e a imagem que me vem (acho que é essa a intenção do autor) é a de estar em uma roda de amigos curtindo o pôr-do-sol (a hora do dia que eu mais aprecio) num bar à beira da praia...


Pensem que momento maravilhoso... isso sim é uma "happy hour"...

Um abraço!




Fotografia
(Leoni/Leo Jaime)

Hoje o mar faz onda feito criança
No balanço calmo a gente descansa
Nessas horas dorme longe a lembrança
De ser feliz

Quando a tarde toma a gente nos braços
Sopra um vento que dissolve o cansaço
É o avesso do esforço que eu faço
Pra ser feliz

O que vai ficar na fotografia
São os laços invisíveis que havia

As cores, figuras, motivos
O sol passando sobre os amigos
Histórias, bebidas, sorrisos
E afeto em frente ao mar.

Quando as sombras vão ficando compridas
Enchendo a casa de silêncio e preguiça
Nessas horas é que Deus deixa pistas
Pra eu ser feliz

E quando o dia não passar de um retrato
Colorindo de saudade o meu quarto
Só aí vou ter certeza de fato
Que eu fui feliz

O que vai ficar na fotografia
São os laços invisíveis que havia

As cores, figuras, motivos
O sol passando sobre os amigos
Histórias, bebidas, sorrisos
E afeto em frente ao mar.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

A volta dos que não foram

Olá!!!

Depois de quase um mês sem postar retomei este blog.
Estive atribulado com questões de trabalho, a porcaria desde computador que teima e não funcionar bem (mesmo tendo retornado há menos de 2 semanas da assistência técnica), novos projetos com o coro, aula de Libras em Porto Alegre, alguns dias na praia e também a construção do blog do departamento social da escola onde leciono.

Escolhi, como de praxe, um texto para ser postado.
Este aqui eu recebi por email há alguns anos (ele vinha acompanhado da música "New York, New York"...), nessas voltas que a internet nos dá, recebi-o novamente na semana passada e hoje estou dividindo-o com vocês.

Bom feriadão pra quem pode e bom dia de trabalho amanhã pros escravos como eu!
Abraços!



FELICIDADE REALISTA
[Martha Medeiros]

De norte a sul, de leste a oeste, todo mundo quer ser feliz. Não é tarefa das mais fáceis. A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.

Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica, a bolsa Louis Vitton e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.

É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Por que só podemos ser felizes formando um par, e não como ímpares? Ter um parceiro constante não é sinônimo de felicidade, a não ser que seja a felicidade de estar correspondendo às expectativas da sociedade, mas isso é outro assunto. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com três parceiros, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.

Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.

Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um game onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo.

domingo, 6 de abril de 2008

Os leitores freqüentes deste blog perceberam que há algum tempo deixei de postar... mas não foi por maldade ou descaso e sim por absoluta falta de tempo...

Deixo a vocês uma mensagem do nosso grande Shakespeare.

Abraços a todos e boa semana!


"Perguntei a um sábio ,
a diferença que havia
entre amor e amizade,
ele me disse essa verdade...
O Amor é mais sensível,
a Amizade mais segura.
O Amor nos dá asas ,
a Amizade o chão.
No Amor há mais carinho,
na Amizade compreensão.
O Amor é plantado
e com carinho cultivado,
a Amizade vem faceira,
e com troca de alegria e tristeza,
torna-se uma grande e querida
companheira.
Mas quando o Amor é sincero
ele vem com um grande amigo,
e quando a Amizade é concreta,
ela é cheia de amor e carinho.
Quando se tem um amigo
ou uma grande paixão,
ambos sentimentos coexistem
dentro do seu coração."

[William Shakespeare]

sexta-feira, 14 de março de 2008

Mensagem para reflexão...


Alemanha - Inicio do século 20

Durante uma conferência com vários universitários, um professor da Universidade de Berlim desafiou seus alunos com esta pergunta:
“Deus criou tudo o que existe?"

Um aluno respondeu com grande certeza:
-Sim, Ele criou!

-Deus criou tudo?
Perguntou novamente o professor.

-Sim senhor, respondeu o jovem.

O professor indagou:
-Se Deus criou tudo, então Deus fez o mal? Pois o mal existe, e partindo do preceito de que nossas obras são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau?

O jovem ficou calado diante de tal resposta e o professor, feliz, se regozijava de ter provado mais uma vez que a fé era uma perda de tempo.

Outro estudante levantou a mão e disse:
-Posso fazer uma pergunta, professor?
-Lógico, foi a resposta do professor.

O jovem ficou de pé e perguntou:
-Professor, o frio existe?
-Que pergunta é essa? Lógico que existe, ou por acaso você nunca sentiu frio?

Com uma certa imponência rapaz respondeu:
-De fato, senhor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é a ausência de calor. Todo corpo ou objeto é suscetível de estudo quando possui ou transmite energia, o calor é o que faz com que este corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Nós criamos essa definição para descrever como nos sentimos se não temos calor.

-E, existe a escuridão? Continuou o estudante.
O professor respondeu temendo a continuação do estudante: Existe!

O estudante respondeu:
-Novamente comete um erro, senhor, a escuridão também não existe. A escuridão na realidade é a ausência de luz. A luz pode-se estudar, a escuridão não! Até existe o prisma de Nichols para decompor a luz branca nas várias cores de que está composta, com suas diferentes longitudes de ondas. A escuridão não!

Continuou:
-Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina a superfície onde termina o raio de luz.
Como pode saber quão escuro está um espaço determinado? Com base na quantidade de luz presente nesse espaço, não é assim?! Escuridão é uma definição que o homem desenvolveu para descrever o que acontece quando não há luz presente.

Finalmente, o jovem perguntou ao professor:
-Senhor, o mal existe?

Certo de que para esta questão o aluno não teria explicação, professor respondeu:
-Claro que sim! Lógico que existe. Como disse desde o começo, vemos estupros, crimes e violência no mundo todo, essas coisas são do mal!

Com um sorriso no rosto o estudante respondeu:
-O mal não existe, senhor, pelo menos não existe por si mesmo. O mal é simplesmente a ausência do bem, é o mesmo dos casos anteriores, o mal é uma definição que o homem criou para descrever a ausência de Deus. Deus não criou o mal. Não é como a fé ou como o amor, que existem como existem o calor e a luz. O mal é o resultado da humanidade não ter Deus presente em seus corações. É como acontece com o frio quando não há calor, ou a escuridão quando não há luz.

Por volta dos anos 1900, este jovem foi aplaudido de pé, e o professor apenas balançou a cabeça permanecendo calado… Imediatamente o diretor dirigiu-se àquele jovem e perguntou qual era seu nome?

E ele respondeu:
ALBERT EINSTEIN, senhor!

sábado, 8 de março de 2008

Muitas coisas...

Olá!

O dia promete:

- Fiz minha declaração do IR e fiquei menos trste porque, ao menos, não vou precisar pagar mais impostos... mas consegui restituir apenas uma pequeníssima parte do que foi mordido pelo leãozinho...

- Reunião na escola para os pais de alunos surdos: muitas coisas, parte pedagógica, etc., etc., et.c, até aí tudo normal. O diferente foi que na segunda parte da reunião, onde dividiram os pais em dois grupos conforme as séries de seus filhos, a única intérprete era a professora que coordenaria aquela parte da reunião... e falar para uma platéia de ouvintes e surdos misturados é uma tarefa bem complicada... e quem foi o intérprete? EU! Nossa, fiquei nervoso... foi algo bem diferente, porque tinha alunos surdos que não me conheciam e pais que também não me conheciam... certamente alguns deles dominavam mais a língua de sinais do que eu, mas me resignei a frases simples, muita datilogia, alguma leitura labial e a coisa aconteceu... valeu como aprendizado!

- Fui buscar meu violão novo! Conforme alguns de vocês já sabem, o violão que eu uso pertence a outra pessoa e sua devolução foi solicitada... pois me indignei e comprei um violão novo! A estréia dele ocorrerá em breve!

- Apresentação do coro com a orquestra: hoje o coro irá fazer uma participação durante a apresentação da orquestra municipal de sopros. Nada de grave, mas lembramos que os ensaios começaram na semana retrasada e já temos apresentações sendo marcadas.

- Dia Internacional da Mulher: estes seres incomparáveis e luminosos que fazem parte da nossas vidas embelezando-as merecem nosso carinho, respeito e admiração. A Martha Medeiros escreveu alguns textos anos atrás, um sobre o mulherão que, segundo ela não é quem é linda de morrer, mas aquela que mata um leão por dia e outro sobre o homão, que é aquele que respeita, compreende e ajuda a mulher. Mas esses vocês acham na internet facilmente.
A mensagem que deixo a vocês é mais poética, pois o dia pede.

Um beijo carinhoso às mulheres e um abraço (ou beijo também, pois não diminui a masculinidade) aos homens que valorizam estas criaturas maravilhosas!


O HOMEM E A MULHER
[Victor Hugo]

O homem é a mais elevada das criaturas;
A mulher é o mais sublime dos ideais.
O homem é o cérebro;
A mulher é o coração.
O cérebro fabrica a luz;
O coração, o AMOR.
A luz fecunda, o amor ressuscita.
O homem é forte pela razão;
A mulher é invencível pelas lágrimas.
A razão convence, as lágrimas comovem.
O homem é capaz de todos os heroísmos;
A mulher, de todos os martírios.
O heroísmo enobrece, o martírio sublima.
O homem é um código;
A mulher é um evangelho.
O código corrige; o evangelho aperfeiçoa.
O homem é um templo; a mulher é o sacrário.
Ante o templo nos descobrimos;
Ante o sacrário nos ajoelhamos.
O homem pensa; a mulher sonha.
Pensar é ter , no crânio, uma larva;
Sonhar é ter , na fronte, uma auréola.
O homem é um oceano; a mulher é um lago.
O oceano tem a pérola que adorna;
O lago, a poesia que deslumbra.
O homem é a águia que voa;
A mulher é o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço;
Cantar é conquistar a alma.
Enfim, o homem está colocado onde termina a terra;
A mulher, onde começa o céu.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Romeu e Julieta

Olá!

Pra desopilar na segunda-feira, um texto bem tri do nosso gaúcho Luís Fernando Veríssimo.
Boa semana a todos!

Um abraço!



A VERDADE

Sabem porque Romeu e Julieta são ícones do amor?

São falados e lembrados, atravessaram os séculos incólumes no tempo, se instalando no mundo de hoje como casal modelo de amor eterno?

Porque morreram e não tiveram tempo de passar pelas adversidades que os relacionamentos estão sujeitos pela vida afora. Senão provavelmente Romeu estaria hoje com a Manoela e Julieta com o Ricardão.

Romeu nunca traiu a Julieta numa balada com uma loira linda e siliconada motivado pelo impulso do álcool. Julieta nunca ficou 5 horas seguidas esperando Romeu, fumando um cigarro atrás do outro, ligando incessantemente para o celular dele que estava desligado.

Romeu não disse para Julieta que a amava, que ela era especial e depois sumiu por semanas. Julieta não teve a oportunidade de mostrar para ele o quanto ficava insuportável na TPM.

Romeu não saía sexta-feira à noite para jogar futebol com os amigos e só voltava as 6:00h da manhã bêbado e com um sutiã perdido no meio da jaqueta (que não era da Julieta). Julieta não teve filhos, engordou, ficou cheia de estrias e celulite e histérica com muita coisa para fazer.

Romeu não disse para Julieta que precisava de um tempo, que estava confuso, querendo na verdade curtir a vida e que ainda era muito novo para se envolver definitivamente com alguém. Julieta não tinha um ex-namorado em quem ela sempre pensava ficando por horas distante, deixando Romeu com a pulga atrás da orelha.

Romeu nunca deixou de mandar flores para Julieta no dia dos namorados alegando estar sem dinheiro. Julieta nunca tomou um porre fenomenal e num momento de descontrole bateu na cara do Romeu no meio de um bar lotado.

Romeu nunca duvidou da virgindade da Julieta. Julieta nunca ficou com o melhor amigo de Romeu.

Romeu nunca foi numa despedida de solteiro com os amigos num prostíbulo. Julieta nunca teve uma crise de ciúme achando que Romeu estava dando mole para uma amiga dela.

Romeu nunca disse para Julieta que na verdade só queria sexo e não um relacionamento sério, ela deve ter confundido as coisas. Julieta nunca cortou dois dedos de cabelo e depois teve uma crise porque Romeu não percebeu a mudança.

Romeu não tinha uma ex-mulher que infernizava a vida da Julieta. Julieta nunca disse que estava com dor de cabeça e virou para o lado e dormiu.

Romeu nunca chegou para buscar a Julieta com aquela camisa xadrez horrível de manga curta e um sapato para lá de ultrapassado, deixando-a sem saber onde enfiar a cara de vergonha...

Por essas e por outras que eles morreram se amando...

[Luis Fernando Veríssimo]

domingo, 2 de março de 2008

Mais um post em louvor aos meus amigos

Não canso de dizer que os meus amigos são o que me motivam a seguir em frente.
Eles são meu porto seguro, meu oásis e meu recanto onde recarrego minhas baterias, me divirto, compartilho idéias, desabafo, ouço, falo, vejo e leio nas entrelinhas.
E agradeço a Deus pela grandiosidade das pessoas que passam pela minha vida sendo meus amigos.
Muito obrigado!

Um baita abraço!


"Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles.

A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade. E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências...

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar.

Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.

Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.

Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer...

Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!"

[Paulo Sant'Ana]

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Meus amigos!

Olá!

Num período meio nebuloso que passo, resolvendo conflitos internos e externos, deixo a vocês um texto que trata do mais nobre dos sentimentos: a amizade.
Mais do que paixões e amores, tenho em meus amigos o meu oásis, o meu porto seguro.
Agradeço a Deus por cada um deles e pela importância que eles têm na minha vida, cada um da sua maneira.

Um baita abraço!


ENTRE AMIGOS
[Martha Medeiros, ZH, 12 de abril de 1999]

Para que serve um amigo? Para rachar a gasolina, emprestar a prancha, recomendar um disco, dar carona pra festa, passar cola, caminhar no shopping, segurar a barra. Todas as alternativas estão corretas, porém isso não basta para guardar um amigo do lado esquerdo do peito.

Milan Kundera, escritor tcheco, escreveu em seu último livro, "A Identidade", que a amizade é indispensável para o bom funcionamento da memória e para a integridade do próprio eu. Chama os amigos de testemunhas do passado e diz que eles são nosso espelho, que através deles podemos nos olhar. Vai além: diz que toda amizade é uma aliança contra a adversidade, aliança sem a qual o ser humano ficaria desarmado contra seus inimigos.

Verdade verdadeira. Amigos recentes custam a perceber essa aliança, não valorizam ainda o que está sendo construído. São amizades não testadas pelo tempo, não se sabe se enfrentarão com solidez as tempestades ou se serão varridos numa chuva de verão. Veremos.

Um amigo não racha apenas a gasolina: racha lembranças, crises de choro, experiências. Racha a culpa, racha segredos.

Um amigo não empresta apenas a prancha. Empresta o verbo, empresta o ombro, empresta o tempo, empresta o calor e a jaqueta.

Um amigo não recomenda apenas um disco. Recomenda cautela, recomenda um emprego, recomenda um país.

Um amigo não dá carona apenas pra festa. Te leva pro mundo dele, e topa conhecer o teu.

Um amigo não passa apenas cola. Passa contigo um aperto, passa junto o réveillon.

Um amigo não caminha apenas no shopping. Anda em silêncio na dor, entra contigo em campo, sai do fracasso ao teu lado.

Um amigo não segura a barra, apenas. Segura a mão, a ausência, segura uma confissão, segura o tranco, o palavrão, segura o elevador.

Duas dúzias de amigos assim ninguém tem. Se tiver um, amém.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Tempo afora

Meus caros amigos!

Em tempos de ter pouco tempo, deixo a letra de uma música interpretada por Ney Matogrosso e Pedro Luís e a Parede, chamada Tempo Afora.

Abraço a todos!




TEMPO AFORA

[Fred Martins / Marcelo Diniz]


Onde mora a ternura,

onde a chuva me alaga,

onde a água mole perfura,

dura pedra da mágoa,

eu tenho o tempo do mundo, tenho o mundo afora,

eu tenho o tempo do mundo, tenho o mundo afora.

Quando o carinho acontece, quando a garoa é macia,

e se cura e se esquece,

a dor num canto vazio,

eu tenho o tempo do mundo, tenho o mundo afora,

eu tenho o tempo do mundo, tenho o mundo afora.

Onde a alma se lava,

aonde o corpo me leva,

onde a calma se espalha,

onde o porto me espelha,

eu tenho o tempo do mundo, tenho o mundo afora,

eu tenho o tempo do mundo, tenho o mundo afora.

Quando me lembro de tudo, quando me visto de nada,

e me chove e descubro,

quanto você me esperava

eu tenho o tempo do mundo, tenho o mundo afora,

eu tenho o tempo do mundo, tenho o mundo afora.